Depois da volta do pesadelo... Depois da volta do pesadelo... Gôndolas vazias em supermercados foram um dos efeitos nefastos dos planos econômicos no governo Sarney (acima). Outra consequência indesejável, que se repetiu, foi a corrida aos postos para não ficar sem combustível

GREVE DE CAMINHONEIROS REVIVE TORMENTO DE FILAS, DESABASTECIMENTO E ALTA SÚBITA DE PREÇOS

O quarto dia de greve dos caminhoneiros agravou a crise de desabastecimento, lembrando aquela de três décadas atrás, causada pela mal sucedida tentativa de estabilização da economia com os planos Cruzado e Verão, no governo Sarney. Ontem, começaram a faltar gasolina e álcool nos postos e os que ainda tinham lotaram. A escassez de combustíveis afetou aeroportos e o transporte coletivo. Em BH, os ônibus foram ainda mais reduzidos e os passageiros reclamaram. Os serviços e escolas do estado e da PBH foram suspensos e não devem funcionar hoje. Algumas universidades também deixaram de ter aulas no interior de Minas. Com a CeasaMinas e outras centrais esvaziadas, alimentos in natura sumiram de mercados e feiras. A falta de empregados, em dificuldade para ir ao trabalho, e de insumos atingiu as empresas. Sem autopeças, montadoras pararam a produção em vários estados. Até a CBF chegou a admitir adiar partidas ou mesmo toda a rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro. (fotos: NORMA ALBANO/ESTADAO CONTEUDO/AE e Soraia Mesquita/EM)



...promessa de alívio ...promessa de alívio Nos supermercados, feiras e sacolões começaram a faltar produtos, principalmente alimentos in natura (acima). Motoristas lotaram postos de BH, como na Avenida dos Andradas, enquanto outros fecharam sem combustível

GOVERNO ANUNCIA ACORDO PARA BARATEAR O DIESEL E SUSPENDER A PARALISAÇÃO POR 15 DIAS

À noite, após mais de seis horas de negociações, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) informaram ter fechado acordo com oito de nove entidades representativas de caminhoneiros para uma trégua na greve. Depois de 15 dias, haverá nova reunião para avaliar o cumprimento dos compromissos. Pelo acerto, fica zerada até o fim do ano a Cide sobre o diesel, cuja redução de 10% no preço feita pela Petrobras é estendida de 15 para 30 dias, com a União compensando a estatal, se necessário. A periodicidade mínima para reajustes do diesel passa a ser de 30 dias, com possibilidade de novos subsídios. Será reeditada em 1º de junho a Tabela de Referência do frete, e uma medida provisória autorizará a Conab a contratar transportadores autônomos para até 30% da demanda. Entre outros itens principais, não será reonerada a folha de pagamentos do setor de transporte rodoviário de cargas, e o governo se propõe a negociar e acionar a Justiça se preciso para que estradas estaduais não cobrem pedágio por eixos suspensos, como já ocorre nas federais. (fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press e Leandro Couri/EM/D.A Press)


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