Devedor de pensão superlota cadeias Calote, que sobrecarrega as prisões, traz também outro lado cruel aos devedores

Não pagar a pensão alimentícia dá cadeia no Brasil e é responsável pela superlotação do já sobrecarregado sistema penitenciário de Minas Gerais. Além de deixar os filhos desamparados, os pais presos obrigam os presídios a deixá-los isolados em celas separadas de criminosos comuns, porque são alvo de agressão dos demais detentos. Na %u201Clei da cadeia%u201D, eles são considerados desrespeitadores da família e correm sério risco de ser tratados como estupradores, outro grupo que precisa ficar em isolamento. E o cerco a quem deixa de pagar a pensão só aumenta. O novo Código de Processo Civil, que está perto de ser levado à sanção presidencial, manda que ele seja incluído em um cadastro de maus pagadores.



pousada sankay, 5 anos depois » As dores da perda As dores da perda Já se passaram pouco mais de cinco anos da tragédia no pequeno paraíso tropical, em Ilha Grande (RJ), onde só se chega de barco. O local está interditado desde então pela Defesa Civil, que aponta risco de novos deslizamentos. Com exclusividade, o repórter-fotográfico Leandro Couri, do Estado de Minas, penetrou na mata que revela as marcas da tragédia. Montes de entulho de demolição aparecem acompanhados de um espelho quebrado e colchões que viraram viveiro de arbustos. Mais dramático é o trabalho em busca de superação do casal Geraldo Flávio e Sonia Imanishi Faraci, antigos donos da pousada. A filha Yumi, vítima da tragédia, estaria completando 23 anos. Um pote na mesa guarda parte das cinzas de Yumi. "Lançamos um pouco no oceano e um pouco na Serra da Moeda", revela a mãe. Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)




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